Aluá, Limões Doces e Cana-de-Açúcar - Presença Africana
Aluá, Limões Doces e Cana-de-Açúcar
J. B. Debret, 1826
Acervo Museu Castro Maya

Debret destacou-se pela forma alegre de inserir o negro na sociedade brasileira, em especial na cidade do Rio de Janeiro, sendo o grande responsável por construir o imaginário do cotidiano brasileiro, herdado do colonialismo português.
Nesta aquarela temos uma profusão de cores ao destacar as vestimentas das mulheres de ganho em suas atividades de comércio ambulante; cores que reforçam as expressões serenas e alegres, capazes de produzir dubiedade sobre as condições econômicas e sociais das mesmas. O fundo da tela retrata o centro da cidade do Rio de Janeiro, com pessoas nas portas das casas, uma carruagem a passar e o morro edificado ao fundo.

Aqui o autor usa cores suaves, negando-lhe um destaque maior, esvaziando sua importância, justamente para enfatizar e produzir destaque ao grupo em atividade cotidiana.
É preciso declinar o olhar e atenção ao título: Aluá é uma bebida refrescante, fermentada, consagrada como estimulante natural.
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