Livro de Cabeceira

Durante o Mestrado, passei por um momento difícil: o que eu havia proposto no projeto da dissertação só me rendera trinta e poucas páginas. O que fazer? Depois de certa insegurança, consegui raciocinar e percebi que eu poderia tomar um novo rumo. Comecei a pesquisar e ler sobre publicidade, quando me deparei com o livro: A nova técnica de convencer, de Vance Packard. Além de relatar diferentes técnicas de convencimento, o livro é uma forma de conhecer um pouco do pensamento da década de 1950 (alguns exemplos parecem peculiares nos dias atuais, mas, com uma percepção mais aguçada, percebe-se que são muito próximos do que ainda acontece com relação à publicidade).

Packard fez um estudo sobre as pesquisas e os métodos aplicados nos anos 1950 com intuito de aumentar as vendas e descobriu que, em sua maioria, esses métodos eram respaldados por teorias da psiquiatria e psicologia. Inclusive, a influência dessas ciências foi tal que agências de publicidade, empresas e indústrias contratavam profissionais da área ou estimulavam alguns de seus funcionários a estudar psicologia para melhor entender o comportamento das pessoas e, assim, garantir o alcance de suas metas.

Outro livro muito interessante, mas lido num contexto diverso – eu já era mestre, estava trabalhando na UEL; tive uma infecção que me deixou hospitalizada durante uma semana; como passatempo, leitura! Devorei o livro O limpo e o sujo: uma história da higiene corporal, de Georges Vigarello. Impressionante e instigante – em alguns momentos, dá vontade de correr para o banho, agradecendo a modernidade!

Profª Lilian Salete Alonso é mestre em Estudos da Linguagem pela UEL, leciona Língua Portuguesa na UNOPAR.


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