Brinquedoteca

Histórico da brinquedoteca

De acordo com a ABBRI, Associação Brasileira de Brinquedotecas, a brinquedoteca é o espaço mágico criado para dar oportunidade às crianças de brincar de forma enriquecedora. Gimenes e Teixeira (2011) afirmam que "podemos conceituar uma brinquedoteca como um espaço limitado, cujo interior encanta todas as pessoas".

Segundo Cunha (1992), a sugestão para a criação de um espaço infantil para brincar surgiu em Los Angeles, em 1934. No Brasil, a primeira brinquedoteca surgiu em 1981, fundada por Nylse Cunha na Escola Indianópolis.

Desde 2009, a Unopar realiza diferentes práticas que contribuem com a compreensão sobre a importância da brinquedoteca, o papel do brinquedista, as características de cada modalidade, a necessidade de atentar-se ao tipo de mobiliário utilizado, bem como jogos e brinquedos disponibilizados nesse ambiente.

A brinquedoteca virtual da Unopar foi desenvolvida em 2011. As informações disponibilizadas no site contribuem com a formação de estudantes de graduação em Pedagogia e outras áreas afins e com a formação continuada de professores atuantes em escolas particulares, municipais e filantrópicas, além de outros ambientes informais de aprendizagem.

CUNHA, N. H. S. Brinquedoteca: definição, histórico no Brasil e no mundo. In: FRIEDMANN, A. et al. (Coord.) O direito de brincar: Brinquedoteca. São Paulo: Scritta/Abrinq, 1992.
GIMENES, B. P; TEIXEIRA, S. R de O. Brinquedoteca: manual em educação e saúde. São Paulo: Cortez, 2011.

Oportunizar

o brincar sem cobrança de desempenho

Estimular

a operatividade da criança, favorecendo assim, o seu equílibrio emocional.

Desenvolver

a criatividade e sociabilidade.


Modalidades

Modalidades de brinquedoteca

Existem brinquedotecas que embora tenham muitos pontos em comum, possuem algumas particularidades. Podemos classificar as modalidades de brinquedoteca em quatro grandes classes: as brinquedotecas comunitárias (brinquedotecas em clubes, entidades religiosas, ambientes residenciais), as brinquedotecas psicopedagógicas (brinquedotecas escolares, universitárias), as brinquedotecas hospitalares e especializadas (brinquedoteca terapêutica, geriátricas, brinquedotecas para reeducandos).

Cantos temáticos

Canto da casa:

Espaço que lembra o ambiente doméstico, contendo objetos relacionados à cozinha, sala, quarto, banheiro ou outros ambientes.

Canto do hospital:

Objetos relacionados ao ambiente hospitalar como injeções, remédios, curativos, uniformes médicos, máscara, luvas, entre outros acessórios voltados à esse ambiente.

Canto dos jogos:

Espaço que contém jogos variados como jogo da memória, loto, dominó, jogo de botão, banco imobiliário, pega varetas, quebra-cabeça, entre outros.

Canto dos brinquedos:

Espaço contendo brinquedos variados como carrinhos, bonecas, petecas, piões, bambolê, ursinhos de pelúcia, personagens e animais em miniatura, entre outros.

Canto das artes:

Espaço voltado à apreciação e experimentação artística contendo desenhos, materiais de papelaria, objetos sonoros, instrumentos musicais, espelho, entre outros materiais específicos.

Canto da fantasia:

Disponibilização de fantasias, adereços como óculos, plumas, chapéus, gravatas, sapatos, bonés, arquinhos, fantoches, entre outros acessórios.

Canto da história:

Espaço aconchegante para incentivar a exploração do acervo disponibilizado.

Canto da escola:

Espaço contendo objetos relacionados ao ambiente escolar como quadro, apagador, carteiras, entre outros.

Atividades

Jogos

O Jogo é uma atividade física ou intelectual ligada ao divertimento que estabelece relações com regras específicas. “A existência de regras em todos os jogos é uma característica marcante. Há regras explícitas, como no xadrez ou amarelinha, regras implícitas como na brincadeira de faz de conta, em que a menina se faz passar pela mãe que cuida da filha. São regras internas, ocultas, que ordenam e conduzem a brincadeira”. (KISHIMOTO, 2011, p. 27).

De acordo com Piaget (1990) os jogos podem ser classificados como jogos de exercício, jogos simbólicos e jogos de regras.

Jogos de exercício: Surgem no estágio sensório-motor, são atividades corporais realizadas repetidamente. São realizadas pelo simples prazer que proporcionam. “As crianças divertem-se enchendo e esvaziando potes de areia, barro ou pequenas pedrinhas, fazendo bolos e montes de diferentes tamanhos e destruindo-os, misturando substâncias de densidades variadas e experimentando diversas texturas e temperaturas” (CUNHA, 2014, p. 120)

Jogos simbólicos: Estão relacionados com a representação de um objeto ausente. “Por volta dos dois anos e meio ou três, as transposições podem incluir projeção de ações que a criança deseja executar, ou que constituem fonte de curiosidade, como nanar um travesseiro (como se fosse um bebê), dirigir com uma tampa de panela (como se fosse o volante de um carro) e utilizar uma banana para telefonar”. (CUNHA, 2014, p. 123-124)

Jogos de regras: “A principal característica dos jogos de regras é a interação social, pois só podem ser jogados se houver um acordo mútuo entre os jogadores, no sentido de acatarem as suas regras de funcionamento, daí serem também chamados de jogos em grupo”. (CUNHA, 2014, p. 131-132)

CUNHA, Susana Rangel Vieira. As artes do universo infantil. Porto Alegre: Mediação, 2014.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. São Paulo: Cortez,

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1990. 3a ed.

Meninos fazendo montagem com imagens sobre a mesa
Meninos e meninas fazendo montagem com imagens sobre a mesa

Brincadeiras

A brincadeira é uma ação extremamente atrativa para a criança. Segundo Kishimoto (2011), a brincadeira é a ação que a criança desempenha ao mergulhar na ação lúdica. Podemos perceber diferentes interações durante as brincadeiras.

Segue abaixo o link com um vídeo contendo brincadeiras tradicionais:

Observe nos vídeos disponibilizados abaixo o modo como a brinquedista interage com as crianças, bem como a maneira que as crianças se relacionam.



Brincadeiras cantadas

É importante cantar músicas que apresentem contrastes de andamento (rápido/devagar), intensidade (forte/suave), altura (grave/agudo), entre outros. O professor deve observar se as crianças percebem e acompanham os contrastes apresentados.

As crianças podem movimentar-se corporalmente de modo livre ou seguindo ritmos, movimentos ou sons específicos, de acordo com as particularidades das canções.


Música: Dona Tartaruga (Grupo Curupaco – Cd Estica... Dobra...)

Música: Estica… dobra… (Palavra Cantada)

Música: Da abóbora faz melão

Brincadeiras de mãos

As brincadeiras de mãos fazem parte da infância, favorecem a movimentação e contribuem com o desenvolvimento da coordenação motora.


Música: Chocolate (Grupo Trii)

Música: Popeye

Professora está fazendo um teatro de fantoches, com um sapinho verde
Crianças sentadas em almofadas no chão assistindo ao teatro de fantoches
Crianças sentadas em almofadas no chão assistindo ao teatro de fantoches
Professora ensinando crianças a montarem imagens com recortes

Parlendas

Borboletinha

Borboletinha
Tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a madrinha
Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
E nariz de pica-pau
Pau, pau

Cachorrinho está latindo

Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal
Cala a boca, cachorrinho
Deixa o meu benzinho em paz
Criô, lê, lê
Criô, lê, lê, lá, lá
Criô, lê, lê
Não sou eu que caio lá

O Macaco e a Comadre

O macaco foi à feira
Não teve o que comprar
Comprou uma cadeira
Pra comadre se sentar
A cadeira esborrachou
Coitada da comadre
Foi parar no corredor

Palma Palminha

Palma, palminha
Palminha de Guiné
Pra quando papai vier
A mamãe dá papinha
A vovó bate o cipó
Na bundinha do neném

Tigelinha

Tigelinha de água fria
Que caiu da prateleira
Foi nos olhos de Maria
Que chorou segunda-feira


Trava-linguas

A Aranha e o Jarro

A aranha arranha o jarro; o jarro arranha a aranha; nem a aranha arranha o jarro, nem o jarro arranha a aranha.

Cacá e o Caqui

O que o Cacá quer? Cacá quer caqui. Que caqui que o Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.

Desconstantinopolizador

Se o príncipe de Constantinopla quisesse se desconstantinopolizar, qual seria o desconstantinopolizador que iria a Constantinopla para desconstantinopolitanizá-lo?

Desmafagafizador

Um ninho de mafagafos com sete mafagafinhos, quem desmafaguifar um ninho de mafagafos, bom desmafaguifador será.

Pedro

A lontra prendeu a tromba do monstro de pedra e a prenda de prata de Pedro, o pedreiro. O peito do pé do pai do padre Pedro é preto. O peito do padre Pedro é preto. O Padre Pedro tem um prato de Prata. O Pedro pregou um prego na pedra. O Prato de Prata não é do Padre Pedro. Pedro Pereira Pedrosa pediu passagem para Pirapora. O Padre Pedro preto peludo no peito levou pedrada na perna quebrada dada pelo pedreiro, no terreiro! O padre Pedro tem um prato de prata, o prato de prata não é de Pedro.

Sapo

O sapo Sabino sabia da sua saborosa sopa. O Sapo Sapudo só sabia que o Sapo Sabino sabia. O Sapo Sabino não sabia que o Sapo Sapudo sabia que ele sabia. A saborosa sopa suculenta tinha até polenta! Um sapo dentro de um saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo cheio de vento. Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando vento.

Rato

O rato a roer roia. O rato roeu a roupa do Rei de Roma, a rainha com raiva resolveu remendar. O rato roeu a rolha do remédio e a roupa do rei de Roma, e a rainha, de raiva, roeu o resto. O rato correu, correu, correu, bateu com a barriga no barranco e morreu. Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros. Paga o pato, dorme o gato, foge o rato, paga o gato, dorme o rato, foge o pato, paga o rato, dorme o pato, foge o gato.


Expressões Artísticas

O universo infantil é repleto de arte! As práticas artísticas favorecem o pensamento artístico e estético e estimulam o desenvolvimento da sensibilidade e criatividade. O contato com diferentes materiais e expressões artísticas na brinquedoteca oportuniza a liberdade e a expressividade. As expressões artísticas referem-se ao modo de expressão por meio da arte. As linguagens que constituem o campo da arte são: Música, Artes Visuais, Teatro e Dança.

Música:

Arte que se manifesta por meio de sons, ruídos e silêncios por meio da voz, do corpo, de objetos sonoros e instrumentos musicais.

Professora brincando com alunos utilizando brinquedos feitos a mão
Coleção de apitos
Chocalhos
Brinquedos feitos a mão
Artes Visuais:

Arte que se manifesta por meio de pontos, linhas, formas, cores, texturas, entre outros.

Bolinhas de tinta azul feitas com esponja
Elásticos
Desenhos infantis em fundo branco
Teatro:

Arte que se manifesta por meio de dramatizações individuais e/ou coletivas, bem como expressões faciais e corporais.

Coleção de livros e brinquedos manufaturados
Dança:

Arte que se manifesta por meio de movimentos corporais livres e/ou dirigidos.

Sugestões de atividades:
  1. Disponibilize cd’s de gêneros e possibilidades sonoras distintas, oportunizando o contato das crianças com músicas que não são veiculadas pela mídia.
  2. Pergunte para uma criança se ela conhece alguma canção e se ela pode ensinar a mesma para as outras crianças. Pergunte se ela sabe cantar a música de um modo diferente, ou seja, a criança irá pensar sobre as diferentes possibilidades de executar a canção e cantar, por exemplo, rápido, devagar, forte, suave, entre outros contrastes.
  3. Disponibilize diferentes materiais como papel sulfite, crepom, papel dobradura, cartolinas, papel celofane, plástico bolha, entre outros materiais, perceba de que modo a criança deseja explorar os materiais e incentive produções variadas a partir das experimentações realizadas.
  4. Pergunte quem gosta de desenhar ou pintar e explique que é possível realizar tais práticas sempre que houver esse interesse.
  5. Coloque um espelho num determinado espaço da brinquedoteca e estimule a observação e experimentação de movimentações e expressões corporais e faciais variadas.
  6. Lembre-se que as práticas ligadas à dança não se relacionam apenas às movimentações por meio de coreografias prontas, mas também tratam-se de experimentações livres.
  7. Pergunte para as crianças se a entonação e expressão que você utiliza na emissão de uma determinada informação condiz com a mensagem presente no comunicado, por exemplo: Estou tão feliz! Vou encontrar um amigo que gosto muito!!!! (a afirmação seria dita com um semblante triste e desanimado!). Ajude a criança a perceber que cada informação vem carregada de emoção e expressão!

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